Road trip na Chapada dos Guimarães

A viagem para Chapada dos Guimarães foi a descoberta do cerrado para nós. Éramos quatro mulheres e já tínhamos viajado para o Centro Oeste, mas dessa vez pudemos explorar realidades de um Brasil bem diferente do que estamos acostumadas no Sudeste.

Chegamos de avião em Cuiabá e alugamos um carro para a Chapada. Como estávamos famintas, resolvemos parar no restaurante Morro dos Ventos para almoçar. Foi uma ótima primeira impressão, com uma vista linda do parque e araras soltas no jardim. Dica: experimente os sorvetes de frutas típicas do cerrado.

No primeiro dia fizemos o Circuito das Cachoeiras, cerca de 7 Km de trilhas com diversas cachoeiras pelo caminho. Vimos o pôr do sol no Mirante Alto do Céu.

Tivemos uma surpresa negativa com o parque: em comparação às Chapadas Diamantina e dos Veadeiros, a dos Guimarães está muito abandonada, sem conservação alguma. Nessa viagem (de 2016, 2 anos depois da Copa do Mundo, que também teve como sede a cidade de Cuiabá) encontramos muitas obras inacabadas e abandonadas.

Na maioria dos passeios nosso guia foi Pedro Ortega, que fez toda a diferença para entendermos melhor a reserva natural. Não só explicava sobre a fauna e flora, mas também sobre a sociedade, economia e política locais. Numa dessas trilhas ele nos explicou que aquela região iria se tornar uma reserva de proteção de elefantes, pois tinha um clima e vegetação comparáveis ao habitat natural dos animais.

Um dos destaques da viagem foi a Cachoeira Véu da Noiva. Do mirante é possível ver a cachoeira em uma cratera onde vivem várias famílias de araras vermelhas. Durante o trajeto encontramos uma ema que ficou tão desesperada de ver o carro que saiu correndo pela estrada. Tínhamos que continuar seguindo o caminho, o mais devagar possível para não alcançá-la, pois ela não saía da frente. Percorremos uns 15 minutos de estrada atrás dela, morrendo de pena, já que não era nossa intenção assustá-la.

Após explorar a região da Chapada fomos para Bom Jardim, a 166 km de distância. No caminho, notamos plantações de eucalipto, árvore que não é originária do Cerrado. Antes de chegar ao nosso hotel, paramos no Aquário Encantado para mergulhar. O caminho para a Lagoa Azul é feito de um deque de madeira, que deveria servir como uma trilha sobre a água. Porém esse caminho estava totalmente seco, segundo a guia, porque os eucaliptos sugam a água do solo. A paisagem estava se transformando graças à intervenção humana. Apesar disso o lugar era incrível, com uma água cristalina e muita diversidade de peixes.

Se você está buscando uma viagem com muita natureza, aventura e animais exóticos, a Chapada dos Guimarães é um destino ainda pouco explorado.

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