O paraíso é logo aqui ao lado… e se chama Los Roques

Los Roques é um arquipélago venezuelano protegido por barreiras de corais, com água quente e cristalina. São mais de 350 formações, entre ilhas, ilhotas e bancos de areia branca.

Fechamos um pacote com direito a hospedagem, café da manhã e jantar, tanto em Los Roques quanto em Caracas, conexão obrigatória na primeira noite. Não tivemos uma boa experiência no restaurante do hotel, com atendentes grosseiros e comida ruim. Felizmente, a partir do dia seguinte tudo mudou para melhor.

Vista do hotel Catimar em Caracas

O aviãozinho que pegamos para fazer o percurso entre Caracas e Los Roques era quase uma Kombi com asas, e subimos nele com medo. Mas a viagem é tão bonita que vai te acalmando aos poucos. A água azul turquesa lá embaixo deixava tudo mais tranquilo.

Não demorou muito para termos a confirmação: Los Roques foi o lugar mais lindo em que já estivemos. As pousadas ficam na ilha principal (Gran Roque), com ruas de areia, uma praça, um porto e um aeroporto, além de alguns restaurantes e barraquinhas de artesanatos feitos com pérolas (vendidos a um preço justo, já que são pescadas na região).

Ficamos numa suíte mínima, com ar-condicionado, que era tudo o que precisávamos. Nossa pousada só tinha brasileiros – amigáveis -, o que facilitou nossa vida e nossos passeios. Durante o jantar combinávamos de “fechar” o barco pro dia seguinte e pegávamos dicas de lugares visitados por outros hóspedes.

A pousada proporciona passeios com coolers cheios de comida e bebida à sua escolha (água, cerveja, sucos, biscoitos, frutas, sanduíches…). O barco saía às 8h e nos deixava na praia de nossa preferência. Combinávamos o horário de volta – geralmente às 16h – de acordo com nossa vontade: se quiséssemos permanecer ali o dia inteiro, assim o fazíamos; se quiséssemos visitar outra(s) praia(s), lá íamos nós.

Em Los Roques há muita oferta de atividades esportivas, como aulas e alugueis de caiaque, stand up paddle, kitesurfe e mergulho, com ou sem cilindro (fizemos sem). Boca de Cote, Las Salinas, La Guasa, Rabusquí (piscina natural com estrelas do mar enormes) e Crasquí são pontos preferidos para mergulhar, e a barreira de corais fará de seu mergulho uma experiência inesquecível, com possibilidade de ver arraias, tartarugas e até mesmo tubarões.

Francisquí, Madrisquí e Crasquí são as ilhas mais conhecidas e Cayo d’Água, Carenero, Noronquí e Sebastopol são praias imperdíveis entre as dezenas de praias desertas e de águas calmas. Também vale a pena conhecer duas ilhotas: Cayo Muerto e Cayo Fabian.

É possível correr em algumas praias e o frescobol é sempre uma boa opção. Mas o melhor mesmo é ficar sem fazer nada, apreciando a estonteante beleza natural em todo seu esplendor. Ou comendo uma lagosta fresquíssima num dos restaurantes à beira-mar (entre dezembro e maio, que é a temporada da lagosta. Já a melhor época pra ir a Los Roques é entre janeiro e fim de agosto).

Aviso: Por ser uma ilha, a água é racionada. Às vezes falta água e em algumas pousadas não há água quente.

Na Venezuela (pelo menos naquela época), o câmbio negro era o câmbio oficial, e ninguém respeitava os valores praticados nos bancos. É possível que em lugares menos turísticos as taxas sejam ainda mais vantajosas. A diferença pode ser enorme, por isso vale muito a pena levar dólares em espécie e não usar o cartão de crédito. Trocamos nosso dinheiro com o motorista do hotel, que fez nosso transfer do aeroporto.


Pousada Sol Y Luna
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