Tempo de menos em Gili

Após quase quatro meses de viagem, chegamos ao ponto alto: Indonésia. E, dentro da Indonésia, ficamos maravilhados com as ilhas Gili. Principalmente, com Gili Trawangan, onde nos hospedamos.

Com apenas nove quilômetros de extensão, pode-se dar a volta na ilha a pé (90 minutos), correndo (60 min) ou de bicicleta (30 min). Não há carros, motos, scooters, nada motorizado circulando por suas ruas estreitas. Por isso, a sensação de paz e aconchego faz com que os visitantes se apaixonem por Gili logo no desembarque.

Além das praias serem belíssimas, com aquela já conhecida água cristalina-azul-turquesa, há muitos pontos de mergulho para apreciar incontáveis espécies de peixes, tartarugas e arraias. Além disso, a proximidade das outras ilhas é um convite para um passeio de barco.

Há dezenas de restaurantes ao redor da ilha, de culinárias e preços variados, desde pizzarias a especializados em frutos do mar, doces e sorveterias. Fora as maravilhosas lojinhas de artesanato, uma verdadeira tentação, praticamente impossível de se resistir.

Mas o melhor mesmo de Gili é a sensação de que o tempo parou. Sem barulho de trânsito, sem buzinas, apenas bicicletas e charretes, a ilha é, com perdão do clichê,  um oásis de tranquilidade. E esse clima só muda durante a noite, quando alguns bares, restaurantes e boates, com música ao vivo ou DJs, ficam lotados de gente a fim de pegação. Aqui devemos salientar que, nestes quase 120 dias de viagem, a quantidade de gente bonita por metro quadrado em Gili superou com folgas todos os outros lugares. É possível que nunca tenhamos visto tanta gente bonita num local tão reduzido em nossas vidas.

Nota: as bandas ao vivo parecem idolatrar Bob Marley (o que é bom) e Coldplay (o que é péssimo).

Infelizmente, talvez temendo que tivéssemos problemas com a internet (não tivemos) e que não houvesse chuveiro de água doce (havia), ficamos menos tempo do que gostaríamos em Gili. Sem exagero, chegamos ao ponto de chorar quando esperávamos para embarcar e deixar a ilha. Cogitamos inclusive, naquele momento, fazer algum plano, ou alguma escala, em nossa viagem que nos levasse de volta àquele paraíso. O que, ainda, não foi completamente descartado.

Entretanto, havia chegado a hora de nos despedirmos do calor e conhecer o inverno australiano. Próxima parada: Melbourne.

Dica: Gili é uma ilha muçulmana, por isso, na hora de procurar hospedagem é importante conferir a proximidade com as mesquitas, pois ouvimos constantemente o som das orações vindo dos alto-falantes dos templos.


James Bungalow
Endereço: Rua de trás da praia. Entra numa ruazinha entre Gili Yoga e Gili Inn. A hospedagem fica entre a loja Vintage da esquina e a pousada Secret Garden II. Há uma placa pequena e uma entrada pouco convidativa, mas os quartos, que ficam nos fundos, são bem novos e limpos (certifique-se de pedir um quarto com água quente no chuveiro).
Preço: RP$ 300.000 (R$ 70)

2 comentários em “Tempo de menos em Gili

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