As delícias de Ao Nang, em Krabi, e a roubada de James Bond Island

Após pesquisarmos, decidimos nos hospedar em Ao Nang, ao invés de ficar no centro de Krabi. E a escolha não poderia ter sido mais acertada. Mais barata do que Ko Phi Phi, ainda havia em Ao Nang beleza, charme e tranquilidade que não encontramos na outra opção, a qual visitamos posteriormente.

Ao Nang lembra um pouco o centro de Búzios, com suas inúmeras lojinhas e os mais diversos restaurantes à beira-mar. Como fica numa posição privilegiada, pudemos pegar vários barcos e ir para as mais variadas praias e/ou ilhas. Fomos para algumas próximas, como a linda Raylay Beach (15 minutos, cercada por dois paredões rochosos e com água cristalina) e Phra Nang Beach (20 minutos, onde almoçamos uma quentinha deliciosa), uma praia não menos espetacular, com barquinhos-restaurantes e duas cavernas para o visitante apreciar.

Numa delas há um restaurante que, infelizmente, apenas hóspedes do hotel podem frequentar (e era exatamente ali onde nós ignorantes pretendíamos almoçar). Na outra caverna, dezenas de esculturas fálicas – segundo reza a lenda – garantem a fertilidade (ou, quem sabe, evitam a disfunção erétil).

Raylay Beach:

Phra Nang Beach:

Em relação a passeios mais distantes, tivemos duas experiências diametralmente opostas: um passeio a James Bond Island e uma ida até Maya Bay.

No primeiro, optamos por fazer um tour diferente, fugindo um pouco da temática praiana. A “aventura no caiaque” também encheu nossos olhos. Mas foi tudo uma decepção. Portanto, não caia nessa roubada (Nota: James Bond Island foi locação do filme 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro, de 1974).

O parque – e a “excursão” em si – nada tem de muito interessante (ou de “aventura”, por assim dizer). Nem o caiaque é “pilotado” pelo visitante: há um “remador contratado” que faz o trabalho braçal para você, quando justamente o que queríamos era remar nós mesmos.

Aqui, um parênteses: a única parte “legal e emocionante” é quando o caiaque passa debaixo das pedras, o que somente poderia ocorrer com um remador experiente (sim, somos contraditórios, mas quem não é?). Agora, se você tem claustrofobia, já fez exame de ressonância magnética e até hoje não se recuperou, passará por fortes emoções!

Ao menos, o buffet do almoço era uma maravilha, com comida gostosa e farta, completamente diferente do menu do passeio anterior, em Koh Tao. O restaurante também possuía sua peculiaridade: ficava na parte dianteira da ilha de Koh Panyee, uma vila muçulmana de pescadores formada por dezenas de barracos-palafitas.

De curioso, apenas o fato de que alguns orientais sem noção paravam ao lado de um ocidental – como se ele fosse um animal exótico – e, sem falar nada ou pedir permissão, tiravam uma foto, numa espécie de “souvenir vivo” para a posteridade.

No fim do dia, visitamos um Templo-Caverna (Monkey Temple) para dar comida aos macacos (não demos, mas “Ouro de Tolo”, do Raul Seixas, teimava em tocar na nossa rádio mental) e uma cachoeira (que estava mais para um córrego devido à estiagem, como lamentou nosso guia super animado e feliz). Nada demais.

Já o passeio até Maya Bay (com direito a dormir no barco e levantar às seis da manhã para assistir ao nascer do sol na praia deserta) foi tão incrível que merece um post só para ele. A seguir.


Swiss Chalet Thailand
Address: 153/6 Moo3 Soi 8 Muang, Krabi, 81000 Praia de Ao Nang, Tailândia
Site: swisschalet-thailand.com
Price: 1.343 THB (R$ 134) + 3,5% by credit card


Long Tail
From Ao Nang to Railay Beach and Phra Nang Beach
Price: 100 THB (R$ 10) each way


James Bond Tour
Phang Nga Bay
During: 08:30 – 17:30
Price: 1.200 THB (R$ 120)

Um comentário em “As delícias de Ao Nang, em Krabi, e a roubada de James Bond Island

  1. “De curioso, apenas o fato de que alguns orientais sem noção paravam ao lado de um ocidental – como se ele fosse um animal exótico – e, sem falar nada ou pedir permissão, tiravam uma foto, numa espécie de “souvenir vivo” para a posteridade”.

    Adorei este ‘espelho’! Se não for ironia, os “orientais sem noção” fizeram exatamente o que os “ocidentais” vivem fazendo mundo afora (e às vezes até mesmo nos seus próprios países.

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